sábado, 9 de agosto de 2008

Transformações ocorridas com a chegada da Família Real no Brasil - parte I

Antes da chegada da familia real para o Brasil, o Rio de Janeiro era uma cidade pobre, sem planeamento urbano e saneamento básico, com ruas estreitas, sujas e apinhadas de escravos, ambulantes e "bugres"(escravos responsáveis pelo despejo de dejetos na baía). O Paço Imperial, residência oficial do Vice-Rei, possuía uma arquitectura pobre, sem adornos, ainda no estilo colonial "porta e janela", sem mobiliário adequado para receber um monarca e, sobretudo, muito pequena para abrigar a comitiva real.
Houve melhoras na cidade, com relação à limpeza e estrutura. Houve um grande desenvolvimento em relação à cultura do país, pois durante os treze anos de sua estadia no Brasil, o regente português criou várias instituições culturais, como a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, o Real Gabinete Português de Leitura, o Teatro São João (atual Teatro João Caetano), a Gazeta do Rio de Janeiro (sob censura régia), a Imprensa Nacional, o Museu Nacional, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. Outras medidas que deram grande impulso à cultura foram: a reorganização da Capela Real e a vinda da Missão Artística Francesa (1816), que trouxe ao Brasil nomes como Joachim Lebreton (pintor), Nicolay Antoine Taunay (pintor), Auguste Marie Taunay (escultor), Jean-Baptiste Debret (pintor), Augusto Henrique Vitorio Grandjean de Montigny (arquiteto), Sigismund Neukomm (compositor, organista e mestre-de-capela). O conjunto destes fatos foi muito bom para o desenvolvimento do Brasil, pois antes este era um país atrasado e sem cultura.

Postado por: Brazil / Texto elaborado por: Brazil

Fonte:
http://www.geocities.com/atoleiros/realnobrasil.htm

Nenhum comentário: