domingo, 8 de junho de 2008

A vinda da Família Real para o Brasil - Introdução e Medicina

Esse blog foi criado com a finalidade de atender à temática do nosso grupo no Trabalho Interdisciplinar de 2008: os 200 anos da vinda da Família Real para o Brasil. Em um primeiro momento, voltaremos à atenção desse trabalho às mudanças nas diversas submodalidades das ciências em gerais que a vinda da Família Real proporcionou ao nosso país. Antes, porém, é necessário entender o porquê que levou à Corte Portuguesa a se refugiar no Brasil.
MOTIVOS DA VINDA DA FAMÍLIA REAL PARA O BRASIL
Não só de ascensão política e econômica encontrava-se a Europa. Napoleão Bonaparte, imperador francês, estava indo atrás da sua hegemonia na Europa e, para isso, era necessário frear a expansão marítima da Inglaterra. E é ai que Portugal começa a ter o seu papel no fato. A corte portuguesa encontrava-se em uma situação muitíssimo delicada: de um lado estava Napoleão Bonaparte, pressionando a invadir aqueles territórios que não acatassem as suas ordens. De outro, estava a Inglaterra, parceira comercial e militar de Portugal. Napoleão decidiu fixar um bloqueio sobre a Inglaterra, em uma tentativa de diminuir o poderio dos mares que está apresentava. Este bloqueio visava a fechar todo o continente europeu em relação à Inglaterra, o chamado Bloqueio Continental. Portugal, que se encontrava muito subordinado à "rainha dos mares", decidiu relutar em aderir completamente o ato. Ao tomar esta decisão, Portugal viu-se em uma situação complicada: a promessa de invasão territorial por Napoleão Bonaparte. D. João, então príncipe regente de Portugal, viu-se obrigado a assinar a Convenção Secreta no dia 22 de outubro de 1807.

Em contrapartida, ao tomar conhecimento desse tratado e com a concretização da fuga da Família Real para o Brasil em 1808, Portugal e Espanha assinaram um acordo denominado Tratado de Fontainebleau.

Por volta do dia 7 de março de 1808, chegou ao Brasil a Corte Portuguesa, distribuída em 14 navios e acompanhada de cerca de 15 mil pessoas. Traziam consigo suas riquezas, documentos, coleções de artes e diversas coisas mais.

Essa fuga da Família Real para o Brasil mudou o percurso que o país vinha tomando, já que influenciou no crescimento da nação e, posteriormente, na sua independência. Foi também a solução para salvar a dinastia portuguesa, pois mesmo que está tenha sido invadida em Portugal, conseguiu manter-se viva em território brasileiro.

O BRASIL ANTERIOR À CHEGADA DA CORTE PORTUGUESA

Quando a corte portuguesa chegou ao território brasileiro, encontrou uma colônia muitíssimo atrasada em relação à metrópole. Porém, com a chegada da família real ao Brasil e com a instalação da sede no mesmo território, inúmeras modificações, não só no campo comercial e econômico, foram relatadas. Dentre essas podemos destacar as modificações nas diversas áreas científicas. Primeiramente, daremos enfoque à evolução da medicina brasileira, que irá ter como conseqüência a melhoria na saúde pública da população.

SURGIMENTO DA MEDICINA NO BRASIL e CONTRIBUIÇÃO PARA SAÚDE PÚBLICA

Uma das principais obras de D. João, logo que este chegou ao Brasil, foi a criação de faculdades diversas, pois, até então, brasileiros eram obrigados a irem para o exterior caso quisessem especializarem-se em determinadas áreas. Ao chegar ao Brasil, o regente mostrou-se preocupado com a falta de médicos e de escolas de cirurgias por aqui e, uma de suas primeiras medidas a ser tomada, foi a criação de cursos para formação de cirurgiões. Foi em Salvador que o príncipe regente fundou a Escola de Cirurgia da Bahia que, mais tarde, tornou-se a primeira faculdade de medicina em território nacional. Esta foi instalada no Hospital Real Militar da Bahia e, de ínicio, apresentava apenas duas disciplinas.

Gravura que retrata a ação solene do então Príncipe Regente, Dom João, em implantar o ensino médico no Brasil. A figura mostra o Dr. José Correia Picanço entregando ao regente um pedido para a formação de uma primeira universidade de medicina. Estão presentes em tal, além dos já citados, o frei Custódio Campos Oliveira, o príncipe da Beira (posteriormente, D. Pedro I) e o comandante da caravela aonde a Família Real veio.

No mesmo período, foi instituída também a escola cirúrgica, anatômica e médica do Rio de Janeiro, que se consagrou com a nomeação, para cadeira de anatomia do Hospital Militar, do cirurgião Joaquim da Rocha Mazarém, no dia 2 de abril de 1808.

Com a vinda da Família Real, a saúde da população começou a ser mais valorizada. Antes, não existiam médicos por aqui e cirurgias eram feitas por barbeiros ou boticários. Estes conseguiam autorização para exercerem tais atividades após realizarem exames aplicados por juízes comissários que, assim como os boticários ou barbeiros, eram completamente despreparados para exercerem a função em qual se encontravam. A situação da saúde pública encontrava-se em um estado deplorável, e diversas epidemias (febre tifóide, febre amarela, peste bubônica, varíola, entre outras) começaram a preocupar e atingir à população. Esse quadro conseguiu ir se alterando com a instalação de escolas médicas em diversos pontos da colônia, realizada após a chegada da Família Real.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Sites :





Livros:
Curso General Telles Pires - Preparatório às Escolas Militares

Postado por: Thaís Santos / Texto elaborado por: Todo o grupo

5 comentários:

Maximillian disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Gravina disse...

Pessoal!
Alguns comentários sobre o blog (não são críticas mas sim sugestões):
- os textos estão muito extensos, vocês devem resumir mais as informações.
- vocês devem se identificar quando postam alguma matéria. Por exemplo, quem postou a primeira matéria?
- antes do início da história da vinda da família real vocês devem apresentar uma pequena introdução sobre como será desenvolvido o trabalho.

Ronaldo Queiroz de Morais disse...

Caros alunos, a apresentação do trabalho está excelente, entretanto é preciso organizar a problematização do tema a fim de inclinar a pesquisa na direção da interdisciplinaridade.
Grato, Cap Queiroz

sandra disse...

O texto está muito bom mas um pouco grande.
Na próxima etapa podem aprofundar a influência da chegada na família real nos diversos campos do conhecimento, como na ciência, cultura, arte, além de um possível desenvolvimento bélico que possa ter ocorrido. Boa sorte!

Diamantino F. Trindade disse...

Boa tarde!
Sou professor de História da Ciência e pesquisador do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.
Solicito autorização para utilizar a imagem da gravura onde José Correa Picanço entrega a petição D. João VI que será incluída no livro Médicos e Heróis: desafios da medicina brasileira.
Antecipadamente agradeço.